O Alzheimer não é uma doença exclusiva da terceira idade. Embora seja mais frequente depois dos 65 anos ,também pode surgir em pessoas muito mais jovens, incluindo adultos na casa dos 30 e 40 anos. Quando os sintomas começam antes dos 65 anos, falamos de doença de Alzheimer de início precoce.
É uma realidade bem difícil, porque pode surgir numa fase da vida em que a pessoa está a trabalhar, a criar os filhos, a começar a construir a sua vida e a fazer planos para o futuro.
Quais são os primeiros sintomas?
- Alterações da memória. Esquecer conversas recentes repetir perguntas, perder objetos com frequência ou não conseguir recordar acontecimentos importantes.
- Dificuldades de raciocínio e organização. Ter dificuldade em gerir dinheiro, seguir instruções, organizar tarefas ou resolver problemas que antes eram simples.
- Alterações na linguagem e orientação. Ter dificuldade em encontrar palavras, acompanhar conversas, reconhecer percursos familiares ou orientar-se em locais conhecidos.
- Mudanças emocionais e comportamentais. Apatia, irritabilidade, ansiedade, alterações de personalidade ou dificuldade em lidar com situações habituais.
Porque acontece o Alzheimer precoce?
A doença de Alzheimer está associada a alterações progressivas no cérebro, incluindo a acumulação e proteínas anormais, como a beta-amiloide, que prejudicam o funcionamento e a sobrevivência dos neurónios.
As causas variam de pessoa para pessoa:
Genética, história familiar (ter familiares com Alzheimer precoce pode aumentar o risco).
Fatores de risco: a saúde cardiovascular, determinadas condições médicas e fatores relacionados com o estilo de vida podem contribuir para o risco de desenvolver demência. Mas, não explicam isoladamente a maioria dos casos precoces.
Porque parece haver tantos casos de Alzheimer precoce?
O aumento da atenção e dos diagnósticos não prova, por si só, que a doença esteja a surgir cada vez mais cedo.
Existem várias razões para a maior visibilidade deste problema:
- Maior capacidade e diagnóstico. Os exames neurológicos e os biomarcadores permitem investigar casos que antes poderiam permanecer sem explicação.
- Mais sensibilização. Famílias e profissionais reconhecem melhor os sinais de demência em pessoas jovens.
- Diagnósticos tardios. Os primeiros sintomas podem ser atribuídos ao stress, esgotamento profissional, à depressão ou à falta de sono, atrasando a identificação da doença.
Embora existam fatores de risco associados á demência, não há evidência suficiente para afirmar que o ritmo de vida atual, o stress ou o uso de tecnologias sejam, por si só, responsáveis por um aumento do Alzheimer precoce.
Não devemos esperar que uma pessoa envelheça para levar a sério as suas dificuldades cognitivas.
Reconhecer os sinais, procurar avaliação médica e garantir apoio à pessoa e aos seus cuidadores são passos fundamentais.
Como podemos prevenir o Alzheimer precoce?
- Praticar exercício físico.
- Ter uma alimentação equilibrada
- Dormir bem
- Estimular a mente (ler, aprender palavras cruzadas)
- Manter vida sociável (conversar, conviver, rir, evitar o isolamento social)
- Controlar a tensão arterial, colesterol e diabetes
- Cuidar da saúde mental
- Não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool

